sábado, 20 de junho de 2026

O Oásis de Pedra: Um Milagre de Verão – Mário Silva (IA)

 


O Oásis de Pedra: Um Milagre de Verão


Mário Silva (IA)



O sol de agosto castigava os campos, pintando o céu de um azul profundo onde nuvens espessas rodopiavam num bailado quase palpável.

Catarina, com as bochechas intensamente ruborizadas pelo calor inclemente, deixou por momentos a labuta na encosta dourada, salpicada aqui e ali pelo vermelho vibrante das papoilas bravas.

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Vestida com os seus belos trajes tradicionais que insistia em honrar mesmo durante a faina — a blusa branca de mangas tufadas, o corpete vermelho adornado com delicados bordados florais e a saia de um amarelo ocre luminoso —, caminhou a passos largos até à sombra protetora de uma velha árvore de tronco retorcido.

Na cabeça, uma delicada touca de renda branca protegia-lhe os cabelos escuros do pó e do sol impiedoso.

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O seu destino era o velho chafariz de pedra rústica, um monumento silencioso que guardava as águas mais frescas da aldeia.

Sobre a borda de pedra repousava, paciente, o grande cântaro de barro reluzente que ela viera encher, enquanto um pequeno cesto de vime aguardava esquecido no topo da estrutura.

Mas antes de levar o peso da água para casa, a sede falou mais alto.

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Num gesto de profunda reverência e exaustão, Catarina inclinou-se sobre a bica metálica de onde jorrava um fio constante de água límpida.

Em concha, uniu as mãos ágeis, recolhendo o líquido gelado que transbordava por entre os seus dedos em pequenas gotas cintilantes.

Com os lábios entreabertos, o olhar focado e uma expressão de absoluto alívio, bebeu.

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O contraste da água gelada com a garganta seca foi um renascimento imediato, uma cena captada com mestria e textura marcante, eternizada pelo monograma circular "MS" no canto inferior direito.

Naquele instante suspenso no tempo, o mundo inteiro resumiu-se à frescura daquela fonte.

A estafa dissipou-se com o vento que agitava as folhas.

Revigorada, Catarina preparou-se para erguer a bilha, levando consigo não apenas a água para a família, mas a alma saciada pelo mais simples e vital presente da terra.

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Texto & Obra digital (IA): ©MárioSilva

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