Giesta e alfazema numa encosta transmontana
Mário Silva (IA)
Esta obra é uma composição
vibrante que utiliza cores saturadas e texturas densas, simulando a técnica de
impasto (pinceladas grossas e em relevo).
Primeiro Plano: A metade
inferior da imagem é dominada por campos rítmicos de giestas amarelas e
alfazema púrpura.
As pinceladas verticais conferem
uma sensação de movimento e crescimento orgânico.
Plano Médio: No coração da
encosta, surge um aglomerado de casas tradicionais de paredes brancas e
telhados de telha cor-de-laranja, incluindo uma pequena igreja com uma torre
sineira.
Ciprestes escuros pontuam o
cenário, servindo de sentinelas à aldeia.
Céu e Fundo: O céu é uma
reinterpretação dinâmica e cósmica, composta por círculos concêntricos e
espirais em tons de amarelo, branco e azul profundo, que lembram o estilo de
Van Gogh.
As colinas ao fundo repetem os
tons de dourado e roxo dos campos frontais.
Assinatura: O logótipo
"MS" do autor encontra-se no canto inferior esquerdo.
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Onde o Sol Pousa para Dormir
Houve um tempo em que as
montanhas de Trás-os-Montes eram apenas feitas de silêncio e pedra cinzenta.
Dizem os antigos que a terra,
cansada da sua própria nudez, pediu ao céu um traje que nunca murchasse.
O céu, generoso, mas brincalhão,
enviou-lhe dois amantes: o Amarelo da Giesta e o Roxo da Alfazema.
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Naquela encosta específica, onde
as casas se apertam umas contra as outras como se tivessem segredos para
partilhar, a Giesta chegou primeiro.
Ela trouxe consigo a luz do
meio-dia, o calor que faz as lagartixas sorrirem e o ouro que não se guarda em
bancos, mas em ramos.
Logo atrás, a Alfazema
espalhou-se como um manto de crepúsculo, carregando o perfume que acalma as
almas cansadas e a frescura das sombras das oliveiras.
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A pequena aldeia, com a sua
igreja branca, ficou presa no meio deste abraço cromático.
Os habitantes diziam que não
precisavam de relógios; sabiam que era hora de trabalhar quando as giestas
brilhavam mais que o sol, e que era hora de recolher quando a alfazema parecia
fundir-se com a primeira estrela.
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Mas o verdadeiro milagre
acontecia no céu.
Lá no alto, o sol não era apenas
uma bola de fogo; era um conjunto de rodas de luz que giravam, hipnotizadas
pela beleza da encosta.
O céu tornou-se um espelho da
terra: o azul das profundezas, o branco das nuvens que parecem paredes caiadas
e o dourado que tudo une.
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Hoje, quem olha para esta
"Giesta e alfazema numa encosta transmontana", não vê apenas uma
pintura; vê o momento em que a natureza decidiu que a alegria deveria ter cores
fortes e que a paz deveria cheirar a campo.
É a estória de uma terra que, de
tanto desejar a beleza, acabou por se tornar ela própria um pedaço de luz.
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Esta obra captura uma energia
quase "elétrica" através dos círculos no céu.
Sente que este estilo mais
abstrato e vibrante consegue transmitir a essência de Trás-os-Montes melhor do
que uma fotografia realista, ou a realidade daquela região é mais sóbria do que
estas cores sugerem?
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Texto & Obra digital (IA): ©MárioSilva
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