segunda-feira, 27 de abril de 2026

A Revolução Engolida: Uma Estória do Celeiro do Mário

 


A Revolução Engolida

Uma Estória do Celeiro do Mário





Em Valbom, Porto, no famoso celeiro do latifundiário e pintor digital Mário Silva, um segredo era guardado por três amigos inseparáveis.

Não eram apenas animais da quinta comuns; eram os líderes de um sindicato secreto: o "Sindicato dos Animais de Alta Produção do Celeiro do Mário".

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Havia Alberto (o porco, à esquerda), com um focinho que tremia de determinação (e fome), o "músculo" e especialista em trufas.

Bébé (a ovelha, no meio), a mente brilhante e pensativa, cujo casaco de lã era tão denso que parecia um casaco chique, ela era o "cerebral" e estratega.

 E Carlos (a cabra, à direita), o espírito livre, travesso e com os chifres mais impressionantes da região, o "artista" e especialista em saltar de fardos de feno.

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Eles estavam a finalizar a sua Lista de Reivindicações para o Mário.

Bébé, com a sua caligrafia perfeita, tinha escrito tudo num pedaço de papel.

A lista não pedia coisas normais, mas sim absurdos: "A introdução de 'fardos de feno saltitantes' para a hora do recreio", "Um suplemento de trufas obrigatório na nossa ração diária" (uma exigência de Alberto), e o mais controverso, "A substituição do rádio do celeiro, que só tocava música de fado antiga e triste, por jazz de fusão para melhorar a produtividade de lã" (um desejo de Carlos).

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A luz dourada filtrava-se pela janela do celeiro, criando um palco dramático para a sua "revolução".

Alberto estava prestes a assinar com a sua marca de focinho, quando os passos de Mário foram ouvidos na escada de madeira.

O Mário estava a chegar com as tintas para começar a pintura do dia!

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O pânico instalou-se.

Bébé tentou esconder o papel, Carlos tentou testar a acústica do sino, e Alberto... bem, Alberto decidiu "comer as evidências".

O porco, com um movimento rápido e desesperado, agarrou o papel da lista e mastigou-o com voracidade, espalhando bocados de papel com as palavras "TRUFAS" e "JAZZ" pelo chão de palha.

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A ovelha e a cabra recuaram em horror absoluto!

As suas expressões de choque e desesperança foram imortalizadas na pintura de Mário Silva, que entrou no celeiro mesmo quando Alberto estava a mastigar a última parte da pauta.

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O Mário viu os seus animais a posar com expressões estranhas e o porco Alberto a mastigar papel.

"Este porco parvo a comer lixo" -pensou Mário.

Ele não sabia que a revolução dos seus animais de celeiro tinha sido, literalmente, engolida.

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A história termina com Mário a pintar os três amigos com as suas expressões de pânico e desespero, e com Alberto a mastigar papel sob o seu olhar horrorizado.

O Mário Silva assinou a pintura com o seu nome e marca d'água, sem saber que o segredo mais bem guardado do seu celeiro estava agora seguro no estômago do porco Alberto, que, no entanto, estava secretamente feliz com o seu lanche de papel.

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Estória & Obra digital: ©MárioSilva

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