quinta-feira, 18 de junho de 2026

O Rapaz e o Burreco: A Viagem pelo Vale de Tinta (estória) - Mário Silva (IA)

 


O Rapaz e o Burreco: 

A Viagem pelo Vale de Tinta (estória)


Mário Silva (IA)



Havia um vale escondido onde o mundo não parecia feito de terra e ar, mas sim de grossas pinceladas de cor pura e vibrante.

Ali, debaixo de um céu de um azul profundo onde nuvens brancas rodopiavam num bailado de formas circulares, vivia o pequeno Miguel.

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Naquela manhã, o sol ergueu-se no horizonte como uma gigante roda de fogo e ouro, incandescente e texturada, banhando as encostas de tons quentes, amarelos e alaranjados.

A lareira da sua pequena casa rústica, de paredes brancas e telhado de barro, já fumegava, enviando um fio de fumo claro para o ar.

Do lado de fora, ladeada por dois ciprestes altos e esguios que recortavam as colinas douradas, a vida de trabalho no campo chamava por ele.

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Miguel vestiu o seu colete castanho sobre a camisa de tom claro, ajeitou um chapéu de palha na cabeça para se proteger do sol forte e montou no seu fiel companheiro: um burreco de pelo acinzentado, orelhas espetadas e olhar sereno.

O animal, habituado às rotinas madrugadoras, carregava já um cesto de vime pendurado no flanco, pronto para a longa jornada até à aldeia vizinha.

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— Vamos a eles, Farrusco — murmurou o rapaz, segurando de forma frouxa a corda simples que servia de arreio.

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O caminho de terra batida rasgava um campo de uma exuberância singular, salpicado por dezenas de flores silvestres com intensas manchas cor-de-laranja, amarelo, branco e laivos de roxo, que pareciam quase cintilar à medida que passavam.

Cada passo de Farrusco era cadenciado e paciente, um ritmo vagaroso que contrastava com o turbilhão de luz e a energia expressiva do céu em redor.

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Enquanto o burreco avançava pachorrentamente pelo trilho floral, o rapaz deixou o olhar perder-se na distância.

Miguel tinha uns olhos grandes, escuros e expressivos, carregados de uma melancolia e inocência tipicamente sonhadoras.

Não pensava no peso do cesto nem no cansaço da viagem; pensava antes em como os ventos pareciam desenhar espirais invisíveis lá no alto e como a luz daquele sol descomunal transformava os montes em mares de trigo ondulante.

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A viagem era silenciosa.

Entre o rapaz e o burreco existia uma daquelas cumplicidades rústicas que dispensam qualquer palavra.

O animal conhecia de cor as pedras do caminho, e o rapaz confiava plenamente naquele passo miúdo.

Deixando para trás o conforto do lar e o fumo da chaminé, seguiram em frente, duas figuras simples fundindo-se perfeitamente com a imensidão daquela paisagem viva, pintada a espátula e a sonhos sob a luz matinal.

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Estória & Obra digital (IA): ©Mário Silva

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terça-feira, 16 de junho de 2026

"A curiosidade maliciosa" - Mário Silva (IA)

 


"A curiosidade maliciosa"

Mário Silva (IA)




A imagem apresenta uma expressiva obra digital que emula o realismo e a textura de uma pintura clássica a óleo.

No centro da composição, sobressai a figura de uma idosa de traços marcantes, rosto vincado pelas rugas e cabelos grisalhos.

Encontra-se vestida com um traje rural tradicional, composto por uma blusa escura de pequenos padrões, uma saia comprida clara e um xaile ou lenço preto que lhe cobre a cabeça e os ombros.

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A mulher surge semi-oculta atrás de um robusto muro de pedra rústica, coberto por musgo verdejante, apoiando a sua mão envelhecida na parede enquanto espreita com um olhar atento e oblíquo para fora do plano visível.

O cenário de fundo revela um ambiente de aldeia portuguesa, com um caminho calcetado banhado por fortes contrastes de luz e sombra, ladeado por vegetação frondosa e coberturas de telha tradicional.

No canto inferior direito, integra-se a assinatura circular com o monograma "MS" do autor.

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O Olhar das Paredes

A Curiosidade Como Crónica Social da Aldeia

O título dado por Mário Silva à sua obra — "A curiosidade maliciosa" — abre as portas para um dos traços sociológicos mais profundos, pitorescos e, por vezes, temidos do quotidiano das pequenas comunidades rurais portuguesas.

Longe de ser apenas o retrato de uma idosa, a pintura funciona como uma alegoria a um fenómeno universal que ganha contornos muito próprios nas ruelas de pedra do nosso interior: a vigilância comunitária.

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A Arquitetura do Coscuvilhar

Nas vilas e aldeias, a privacidade é um conceito elástico.

Os muros altos de pedra, que teoricamente deveriam isolar as propriedades, funcionam muitas vezes como o palco ideal para a observação.

Como a pintura tão bem ilustra, a pedra robusta serve de camuflagem.

Atrás dela, o observador torna-se quase invisível, mas o seu olhar estende-se sobre o espaço público, registando quem passa, a que horas regressa, quem o acompanha ou que trajes veste.

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A "curiosidade maliciosa" não nasce necessariamente de uma intenção destrutiva, mas sim de uma necessidade intrínseca de preencher o silêncio e o marasmo dos dias longos com a narrativa alheia.

Na falta de grandes acontecimentos, a vida do vizinho transforma-se na crónica local.

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O Olhar Que Julga e Protege

A expressão da idosa captada na imagem balança entre o espreitar astuto e o julgamento silencioso.

Há uma ponta de perspicácia e malícia naquele olhar que aguarda o momento certo para colher a informação que, mais tarde, alimentará as conversas à lareira ou no fontanário.

É o "ouvir dizer", o "diz-que-disse", a coscuvilhice que corre mais célere do que o vento pelas calçadas soalheiras.

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Contudo, este fenómeno encerra em si uma dualidade fascinante.

Se, por um lado, esta curiosidade pode ser intrusiva e castradora da liberdade individual, por outro, representa uma forma primitiva de segurança e coesão social.

Numa aldeia onde todos se vigiam, ninguém está verdadeiramente abandonado.

O mesmo olhar que cobiça o segredo é o olhar que deteta se o vizinho idoso não abriu as portadas de manhã ou se um estranho circula com más intenções pela ruela deserta.

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A Luz Que Revela as Sombras

Mário Silva utiliza de forma brilhante o jogo de claridade no caminho de pedra para reforçar este conceito.

A luz do sol expõe quem caminha pela rua, deixando-o vulnerável à observação daquela que se resguarda na penumbra do muro.

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"A curiosidade maliciosa" é, em última análise, um espelho da nossa identidade coletiva mais ancestral.

Lembra-nos de um Portugal antigo que teima em não desaparecer, onde as paredes não têm apenas ouvidos; têm também rostos e olhos atentos cobertos por um lenço preto, prontos a imortalizar no boato os passos de quem ousa passar.

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Texto & Obra digital (IA): ©Mário Silva

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domingo, 14 de junho de 2026

"A igreja e a Igreja, a ruir e a desmoronar-se" - Mário Silva (IA)

 


"A igreja e a Igreja, 

a ruir e a desmoronar-se"

Mário Silva (IA)



A imagem é uma obra digital com uma marcante textura de pintura a óleo aplicada à espátula (impasto), conferindo grande tridimensionalidade e crueza à cena.

No centro, ergue-se a fachada barroca de um templo católico, outrora imponente, decorada com azulejos azuis e brancos e encimada por duas torres sineiras com cruzes.

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O edifício encontra-se num estado avançado de degradação: as paredes estão descascadas, a pedra apresenta fraturas profundas e o lado direito da estrutura ruiu por completo, acumulando-se num monte de escombros e blocos de pedra desabados no solo.

O céu cinzento e carregado de nuvens pesadas reforça o dramatismo, enquanto um pequeno bando de aves voa melancolicamente à esquerda.

No canto inferior esquerdo, encontra-se o monograma circular "MS" do autor.

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O Templo de Pedra e o Templo do Espírito

O título intencional e provocatório da obra de Mário Silva — "A igreja e a Igreja, a ruir e a desmoronar-se" — convida-nos a uma profunda reflexão que transcende a mera decadência arquitetónica.

Ao jogar com a distinção gramatical e conceptual entre a palavra escrita com minúscula e com maiúscula, o autor coloca o observador perante uma crise dupla: a física e a espiritual.

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A igreja (com "i" minúsculo): 

A Vulnerabilidade da Matéria

No plano visual imediato, a obra confronta-nos com a ruína de uma igreja, isto é, do edifício físico, do templo de pedra, cal e azulejo.

Aquela fachada barroca, que outrora terá sido o centro comunitário de fé, festas e recolhimento, cedeu ao peso do tempo, do abandono e da erosão.

Os escombros acumulados no chão são o lembrete de que toda a obra humana, por mais monumental e sagrada que aspire ser, está sujeita à entropia e à impermanência da matéria.

É o património visível que se perde quando a comunidade se afasta ou o tempo dita a sua lei.

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A Igreja (com "I" maiúsculo): 

A Crise das Instituições

Contudo, a verdadeira força da pintura reside na metáfora subjacente: o desmoronamento da Igreja enquanto instituição, enquanto corpo de crentes, doutrina e estrutura eclesiástica.

Historicamente, a Igreja Instituição assumiu-se como uma rocha inabalável.

No entanto, no mundo contemporâneo, esta estrutura tem enfrentado abalos profundos na sua credibilidade, impulsionados por escândalos internos, pelo afastamento dos fiéis, pelo secularismo e pela dificuldade em dialogar com as mutações da sociedade moderna.

Quando a pintura mostra o edifício a quebrar-se por dentro e a tombar, Mário Silva ilustra a perda de sustentação dogmática e moral que muitos sentem em relação à instituição.

Os alicerces institucionais parecem, por vezes, tão fragilizados como as paredes descascadas daquela paróquia.

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O Céu Carregado e a Esperança do Recomeço

O ambiente expressionista e sombrio da tela transmite uma sensação de desolação e urgência.

Se a igreja de pedra cai por falta de restauro, a Igreja instituição adoece quando se esquece da sua missão essencial de acolhimento e renovação espiritual.

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Ainda assim, no seio da teologia cristã, a ruína do templo físico nunca significou o fim da fé.

Pelo contrário, recorda que Deus não habita em edifícios feitos por mãos humanas, mas sim no coração dos homens.

"A igreja e a Igreja, a ruir e a desmoronar-se" funciona, assim, como um espelho crítico e um aviso: para que a fé sobreviva ao colapso das pedras e das convenções institucionais, é necessário limpar os escombros e reconstruir o templo a partir de dentro, focando-se no que é verdadeiramente eterno.

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Texto & Obra digital (IA): ©MárioSilva

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sábado, 13 de junho de 2026

"Sermão de Santo António aos Peixes" - Mário Silva (IA)

 


"Sermão de Santo António aos Peixes"

Mário Silva (IA)




A criação artística contemporânea em Portugal tem encontrado pontes fascinantes entre o património histórico e as novas tecnologias.

O fotógrafo e criador digital Mário Silva — conhecido pelas suas explorações visuais que cruzam a escrita, a fotografia de natureza e a arte gerada por Inteligência Artificial (IA) — traz uma reinterpretação moderna de um dos momentos mais marcantes da literatura e da cultura barroca portuguesa.

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A obra digital de Mário Silva, conceptualizada com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial, oferece uma leitura visual profundamente poética e contemporânea do famoso sermão do Padre António Vieira.

Afastando-se do realismo estrito, a imagem funde uma estética neo-barroca com texturas que simulam o impasto digital, criando uma atmosfera etérea e quase subaquática.

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Na composição, a figura icónica do santo eleva-se junto à margem de uma água espelhada e translúcida, banhada por uma luz difusa e mística.

Em vez de uma multidão humana, o plano inferior é dominado por uma profusão de formas marinhas vivas — peixes de escamas cintilantes que parecem emergir e alinhar-se em pose de escuta devota.

O contraste entre a serenidade estática do pregador e o dinamismo fluido das criaturas aquáticas evoca o milagre da comunicação e a inversão da ordem natural, onde os animais demonstram a reverência que os homens recusaram.

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O Eco do Mar na Voz da Razão: Reflexões sobre o

"Sermão de Santo António aos Peixes"

A arte tem o poder singular de rejuvenescer os mitos e a literatura.

Quando o criador digital Mário Silva utiliza a Inteligência Artificial para traduzir visualmente o "Sermão de Santo António aos Peixes", ele não está apenas a ilustrar um episódio milagroso da hagiografia católica; está a reabrir o diálogo com uma das peças de retórica mais mordazes e brilhantes da Língua Portuguesa, escrita pelo Padre António Vieira em 1654.

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O Contexto de um Sermão Visual

Tanto na literatura original de Vieira como na recriação digital de Mário Silva, o ponto de partida é o mesmo: a desilusão com a humanidade.

Conta a lenda que, ao ver-se ignorado pelos homens na cidade de Rimini, Santo António virou-se para o mar e desatou a pregar aos peixes, que o escutaram em silêncio ordenado.

Vieira utilizou esta alegoria no Maranhão para criticar severamente a corrupção, a ganância e a exploração dos colonos humanos, elogiando, por contraponto, as virtudes das criaturas marinhas.

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Na tela digital, esta transposição ganha uma nova urgência.

A escolha da IA como ferramenta artística espelha a própria natureza do sermão: uma mediação entre o natural (os peixes), o humano (o artista/o pregador) e o artificial ou transcendental.

A luz que emana da obra evoca a pureza original do oceano, um santuário intocado pela vaidade dos homens.

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As Virtudes e os Vícios: A Anatomia da Crítica

O coração do tema reside na sátira social.

Ao elogiar os peixes porque estes ouvem e não se convertem falsamente, Vieira (e a iconografia que o acompanha) estabelece um espelho desconfortável para a sociedade.

Na pintura digital, o alinhamento dos peixes à superfície da água simboliza duas das virtudes apontadas no texto: a obediência e a atenção àquilo que é sagrado ou harmonioso na natureza.

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Contudo, o sermão também ataca os vícios dos peixes — que, afinal, são os vícios dos homens.

O ato de os peixes grandes comerem os pequenos serve de metáfora eterna para a injustiça social e a exploração económica.

Visualmente, a obra capta esta dualidade: sob a aparente calmaria da superfície onde a luz toca, adivinha-se a imensidão de um mar profundo onde vigora a lei da sobrevivência.

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"O pão é o sustento do corpo; a palavra de Deus é o sustento da alma.

E assim como o pão se não come sem se mastigar, assim a palavra de Deus se não aproveita sem se meditar." — Padre António Vieira, "Sermão de Santo António aos Peixes"

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Conclusão: Uma Mensagem Intemporal

A reinterpretação deste tema em pleno século XXI, através da sensibilidade estética de Mário Silva e do dinamismo da IA, prova que o "Sermão de Santo António aos Peixes" permanece dolorosamente atual.

Num mundo contemporâneo saturado de ruído, onde a humanidade frequentemente recusa ouvir as advertências sobre a destruição do seu próprio ecossistema e a perda de valores éticos, a imagem do santo a falar para o oceano ganha um novo contorno ecológico e filosófico.

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Os peixes continuam à superfície, atentos e intocados pela soberba humana, lembrando-nos de que a verdadeira sabedoria reside, muitas vezes, em saber calar e escutar o que a terra e o mar têm para nos dizer.

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Texto & Obra digital: ©MárioSilva

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

"Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas a diáspora" - Mário Silva (IA)

 


"Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas a diáspora" 


Mário Silva (IA)



A imagem é uma obra digital com uma estética de pintura a óleo em espátula (impasto), rica em texturas tridimensionais.

No centro, destaca-se o busto de Luís de Camões, coroado com folhas de louro e segurando uma pena sobre um livro aberto, onde se lê o célebre poema "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades..." atribuído no texto à obra "Lusiadas, Canto X".

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Do lado esquerdo, figuram símbolos da história marítima portuguesa, como a Bandeira Nacional, a Torre de Belém e uma caravela com a Cruz de Cristo.

Do lado direito, a inscrição do feriado sobrepõe-se a um globo terrestre e a monumentos icónicos mundiais (como a Estátua da Liberdade e a Ópera de Sydney), observados por um grupo diversificado de pessoas, algumas ostentando a bandeira lusa.

Na base, moldadas em ondas estilizadas que banham a arquitetura tradicional, surgem várias bandeiras de países lusófonos, rematadas no canto inferior direito pela assinatura "MS" do autor.

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A Pátria Que Se Fez Mundo

O dia 10 de Junho não é apenas uma data no calendário; é o pulsar de um país que, sendo pequeno na sua geografia ibérica, se tornou imenso na sua vontade.

A vibrante obra digital de Mário Silva ilustra com mestria esta dualidade: um Portugal enraizado na sua História, ladeado pela Torre de Belém e pelas caravelas que rasgaram o desconhecido, e um Portugal global, abraçado à vastidão do mundo contemporâneo.

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Celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é, acima de tudo, celebrar a diáspora.

É reconhecer que ser português não é uma condição confinada entre o Minho e o Algarve.

Como bem retrata a imagem, onde um grupo de cidadãos observa o globo terrestre e horizontes distantes com a bandeira ao ombro, a nossa nação estende-se a todos os cantos da Terra.

Está nos arranha-céus da América, nas metrópoles da Europa, nas terras quentes de África e nas praias da Oceânia.

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O Orgulho de Partir e Pertencer

Durante séculos, os portugueses partiram.

Partiram por necessidade, por ambição, por sonho ou por saudade do que ainda não conheciam.

E ao partirem, não deixaram Portugal para trás; levaram-no consigo na bagagem.

Nas malas, seguiram a língua de Camões, a resiliência de um povo habituado a lutar, a gastronomia de conforto e uma saudade crónica que nos une independentemente do fuso horário.

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As Comunidades Portuguesas são os nossos maiores embaixadores.

São homens e mulheres que, trabalhando arduamente em terras estrangeiras, honram o nome de Portugal.

O orgulho que sentimos na diáspora nasce da certeza de que, por mais que os tempos ou as vontades mudem — como nos recorda o livro aberto na ilustração —, a ligação à pátria-mãe permanece inquebrável.

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Uma Só Língua, Muitas Bandeiras

A presença das bandeiras da lusofonia a ondular na base da obra é o testamento final desta universalidade.

A diáspora portuguesa não se encerra apenas naqueles que nasceram em Portugal e emigraram, mas também na herança partilhada com os povos irmãos que falam e sentem em português.

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No 10 de Junho, celebramos o poeta que nos deu a epopeia, mas homenageamos os milhões de heróis anónimos que, longe de casa, continuam a escrever, todos os dias, as novas estrofes da nossa história.

Porque a verdadeira grandeza de Portugal não se mede em quilómetros quadrados, mas na saudade partilhada e no abraço infinito das suas comunidades espalhadas pelo mundo.

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Texto & Obra digital (IA): ©MárioSilva

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segunda-feira, 8 de junho de 2026

“O vasto e precioso oceano” - Dia Mundial dos Oceanos - Mário Silva (IA)

 


“O vasto e precioso oceano”

Dia Mundial dos Oceanos

Mário Silva (IA)


Esta obra digital de Mário Silva, criada para celebrar o Dia Mundial dos Oceanos, apresenta uma paisagem costeira vibrante e texturada.

A composição é dominada por um mar azul-profundo que se transforma em ondas com cristas brancas à medida que se aproximam da areia dourada.

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O céu ocupa quase metade da tela, preenchido por nuvens densas e expressivas que sugerem movimento e dinamismo.

No lado direito, uma arriba escarpada estende-se em direção ao horizonte, conferindo profundidade à cena.

A técnica digital emula de forma impressionante a pintura de impasto, com pinceladas grossas e texturas em relevo bem marcadas na areia, na espuma do mar e no céu, transmitindo uma sensação de força, realismo e conexão tátil com a natureza.

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O Vasto e Precioso Oceano: O Coração Azul do Nosso

Planeta

O Dia Mundial dos Oceanos convida-nos a refletir sobre a imensidão e a fragilidade do elemento que define o nosso planeta visto do espaço.

A obra "O vasto e precioso oceano", de Mário Silva, serve como o ponto de partida visual perfeito para esta reflexão, capturando a beleza crua, a energia incessante e a riqueza deslumbrante dos ecossistemas marinhos.

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Um Gigante Vital, mas Vulnerável

Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície terrestre, regulam o clima global, produzem mais de metade do oxigénio que respiramos e albergam a maior parte da biodiversidade da Terra.

No entanto, por trás da força majestosa retratada nas ondas texturadas da pintura, esconde-se uma realidade alarmante.

A poluição por plásticos, a sobrepesca e a acidificação das águas devido às alterações climáticas ameaçam o equilíbrio deste ecossistema vital.

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"Não se trata apenas de proteger a natureza; trata-se de garantir a nossa própria sobrevivência.

O oceano não é uma barreira que nos separa, mas sim o elemento vital que nos une."

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Preservar para o Futuro

Celebrar o oceano exige que passemos da admiração à ação.

A preservação das zonas costeiras — como as arribas e praias representadas na obra — e a criação de santuários marinhos são passos urgentes para permitir que a vida selvagem recupere.

Cada escolha diária, desde a redução do consumo de plástico descartável até ao apoio a políticas de pesca sustentável, conta.

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A arte tem o poder único de nos religar com o que é essencial.

Ao imortalizar a força do mar e a serenidade da costa, "O vasto e precioso oceano" não é apenas uma celebração estética; é um manifesto visual.

Recorda-nos que este gigante azul é, acima de tudo, um tesouro coletivo que temos o dever absoluto de proteger para as próximas gerações.

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Texto & Obra digital (IA): ©MárioSilva

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sábado, 6 de junho de 2026

"As 3 Marias no crepúsculo" - Mário Silva (IA)

 



"As 3 Marias no crepúsculo"

Mário Silva (IA)




Esta obra digital de Mário Silva apresenta uma atmosfera densa e dramática, marcadamente expressionista, onde sobressai uma textura rica que emula a técnica tradicional de pintura a óleo com espátula (impasto).

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As Figuras Centrais: No lado direito da composição, três figuras femininas surgem agrupadas no interior de uma sala na penumbra.

Trajam mantos texturados em três cores distintas: verde-escuro, azul-profundo e um vermelho-vivo encimado por nuances sombrias.

Os seus rostos partilham uma expressão marcadamente melancólica e solene, com grandes olhos expressivos que se direcionam para o alto e para fora do enquadramento, como se contemplassem algo invisível ao observador.

Cada uma das figuras segura firmemente nas mãos um pergaminho ou rolo de papel selado.

A Janela e o Exterior: À esquerda, uma imponente janela com caixilharia de madeira divide a cena e abre-se para uma paisagem exterior sob a luz do crepúsculo.

No pátio ou jardim de estilo clássico, destaca-se um fontanário de pedra de onde jorra água em movimento.

Ao fundo, erguem-se silhuetas esguias de ciprestes e uma arquitetura palaciana recortada contra o céu.

A Iluminação: O céu noturno ostenta uma lua cheia brilhante que derrama uma luminosidade prateada sobre o jardim, criando um forte contraste de claro-escuro (chiaroscuro) com o interior envelhecido e texturado da sala.

Assinatura: O logótipo circular com o monograma "MS" do autor encontra-se posicionado no canto inferior direito.

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O Silêncio das Três Guardiãs

O crepúsculo não é apenas a despedida do sol;

é o instante em que a terra suspira e a pedra ganha memória.

Na moldura daquela janela, o mundo lá fora ferve em águas frias,

enquanto o fontanário canta a sua canção eterna sob o olhar de uma lua cúmplice.

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Lá dentro, onde as paredes guardam o eco dos séculos,

três silhuetas estancam o tempo.

São três cores, três dores, três mistérios que a noite acolhe.

No desalento dos seus mantos — o verde da terra que espera, o azul do céu que cala,

o vermelho do sangue que pulsa — há uma prece sem palavras.

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O que procuram aqueles olhos erguidos, grandes como poços de lua?

Olham o amanhã, ou choram o ontem que se dissolve na penumbra?

Nas suas mãos calejadas pela densidade da tinta,

os pergaminhos guardam segredos

que o mundo não está pronto para ler;

destinos traçados, fados antigos,

ou talvez apenas a verdade nua de quem

sabe que a luz só brilha verdadeiramente quando a escuridão é total.

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Fica o silêncio do impasto, a vibração da matéria digital feita carne e mistério.

Três Marias, três guardiãs do crepúsculo,

eternizadas no limiar entre o sonho e a vigília.

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Texto & Obra digital (IA): ©MárioSilva

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"O rebulício na cidade Invicta” (estória) – Mário Silva (IA)

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